A noite sempre
Me quebrou vários
Copos na cara e,
Mesmo assim,
Acabou me acordando
Com seus cacos.
Você se estancou
Dentro de mim,
Minha querida...
Tetei acordar você
Pro dia seguinte
Meu bem.
Não foi minha culpa...
Estava eu com muito sono!
Queria estar relaxado,
Não consegui ficar livre
Como aquele beijo roubado...
Meu bem...
Eu...
Você e eu
Na tua cama,
Com as cortinas
Sempre fechadas.
Digo assim
Com as portas abertas, pra nós.
Vem cá garota,
Vem cá, minha garota...
Sempre a me esperar
Com pouca roupa,
Vem cá grande garota,
Eu mesmo posso
Despir o seu olhar
Vem cá, meu bem,
Vem cá minha garota,
Vem cá!
Hoje!!!
Imperdível!
Sabe, a gente, digo, eu as vezes me engano. Quase sempre a gente espera que as coisas podessem apenas acontecer, talvez de outra maneira. Uma situação mais amena, sem muitos detalhes. Na verdade eu nunca tive muito jeito com as coisas mesmo, tentei não esperar mais do isso, mas tem uma coisa que até hoje não me alcança, algo que mesmo sem conhecer realmente, acabou me dando de certo modo uma angústia, algumas dores sem pancadas, apenas dores de nem ao menos conseguir chorar. Tá sendo bem foda pra mim enfrentar isso. Passar por coisas pesadas já estou bem acostumado, mas é que... Eu to num período muito ingremi de desaprovação porra! As vezes a gente só ta afim de atravessar a rua pra pegar uma cerveja e um cigarro... O que eu to tentando dizer é que eu sofro facilmente pelo o que eu vejo nas ruas e na vida que eu to levando. Talvez eu esteja sendo um pouco piegas, mas é que eu não esperava chegar ao ponto de não conseguir deixar de sentir, só isso. Eu tento dormir, mas mesmo espantando os fantamas que me acompanham, tenho uma insônia desenfreada. Queria eu que fosse o efeito das substâncias que eu consumo dia a dia, mas essa situação tá muita além do que isso... Espero acordar e poder rir com meus amigos nos próximos dias!

Desde que a lua foi embora,
Fiquei aqui,
Acompanhado do vazio aspero e,
Contagioso...
Não lembro mais a forma do seu rosto...
Talvez ele tenha se dissolvido, no tempo,
No vento, na curva dobrada e abandonada
Por aquele dia de chuva que eu andava
Como um rato se esgueirando sob o lixo e...
Eu sempre a procurar, quem sabe algum vestígio,
Um lugar mesmo que sombrio, assim mesmo procurando...
Apenas alguma maneira de apagar o retrato
Da lembrança, que de fato, não se vai,
Mesmo me mandando embora...
Essa voz dissipada, retalhada de fome,
Com sono, com...
Com tudo, calado e esmigalhado
Pela falta de uma cena que ao menos seja,
Completa e livre dessa mágoa...