O VIBRIÃO COLÉRICO DAS MULHERES - um blog de Rodrigo Cordeiro - UOL Blog

 Acabei de ler algo que o meu "irmão" CARCARAH escreveu ontem no blog dele que eu gostei muito. Vale a pena conferir!

 

vou sair com meu taco de baisebol.
por isso, não mexa comigo. não me faça nervoso.
algumas pessoas passam a vida inteira sem entrar numa briga. estou me sentindo assim hoje.
com vontade de tacar fogo em você e apagar com pauladas, com meu taco de baisebol.
apareça aqui na porta de casa. e eu vou te receber com minha arma apontada pra tua fuça.
meus grandes inimigos.
agradeço que vocês ainda existam.
por enquanto.
vou fazer tuas mulheres viúvas e teus filhos orfãos viciados em crack perambulando pelas quebradas da Paim. eles ainda vão me pedir moedas.
sempre que acordo, faço uma roleta russa encarando o espelho trincado.
ensaio um adeus.
no entanto, o satanás ainda me quer aqui.
com meu v8 apavorando civis.
meu taco de baisebol no banco de trás.
xavascas pingando e narizes escorrendo o sumo da verdade.
o sangue quente e a fúria sem controle. algo que explode e estilhaça dentro do meu peito.
por opção.
fique longe de mim.
ou serei obrigado a subir teu gás.
outra vez.

(Carlos Carah)

Essa vida em mim, se dizia rarefeita,

Com suas vontades fugitivas... Entre alguns alheios olhares,

Até já tentou me engambelar, mas esqueceu

Que sou do tipo sem arrependimento, impulsivo e,

Com a sede de muitos soldados em combate.

 

Meu olhar é agora corrosivo, as vezes aflito,

Otras vezes, entre um e outro, atrito...

 

Vasculho ainda algum sentido, pela maior parte das

Vezes esconderijo.

Na tua floresta morta escondida em nossa encosta

Tento ainda encontrar uma qualquer resposta...

 

Não consegui me acostumar ainda a bater a sua porta...


 

Procuro ainda alguma resposta...

 

Talvez seja apenas algum vício de conduta,

Aquela lágrima escondia-se nos muitos

Suores por poucos e, contados passos,

 

Sem querer acabei me conduzindo,

Novamente aos teus abraços,

 

Assim poderia ser mais fácil, com simples afagos,

Com o seu gosto inevitável, do jeito sem

Procurar veneno que me derrube,

Através do seu delicado frasco...

Pergunto eu, seria assim sem pudor, dor

Ou fino trato?

 

 


 

 

Faz tempo, ando

Tombado...

Pleonasmo dos meus olhos

Caídos...

 

Daqui não se cai

Nenhuma lágrima

 

Sabe aquela fonte?

 

Acorda o dia

Pra quem já dormiu,

Acorda-me na noite

Pra quem se foi...

 

Pra quem já teve receio,

Pra esses velhos sujeitos

Que insistem aparecer

Na minha porta...

 

Sem bater, assim como

Esse coração

Que só me espanca!



Sinto falta dos meus amigos, espero que eles  depois de enfrentrar a estrada possam cantar muito Rock'n'Roll, beber um trago comigo...

Hoje

 


Curvas estreitas, olhares carregados

De um gosto longe dessa esquina. Onde estava?

Escura, muito curva, que acaba passando

Batida, atravessando como uma

Perda no beco. Largada no lixo?

 

Aquele resto de sanduíche, que ela,

Simplesmente linda, aquela garota

Empurrava com muito esforço, já

Sem vida, sem sede mas sedado...

 

Dava pra ver seus olhos cansados...

 

Os mesmos pararam de passar por aqui e...

Levaram ao fim da dose! Acabei com um gole,

Ela babava feito crocodílo, porém lânguida...

 

A fome já tinha passado por uma outra

Rua esbugalhada sem romper os restos

Que se abandonam, ainda dava pra ver.

Ainda vejo aquele cão sarnento que se cossa,ele

Me incomoda com seu sofrimento...

 

Nesse olhar foi possível de sentir e de se perder

Toda a vontade.

Hoje a noite é perigosa,

Bebo e trepido sempre

No meu próprio vômito...

 

Acordei com sono, com vontade de

Continuar num estado assim, cataléptico.

 

Ontem eu caí naquele poço,

Aquele que eu havia fechado pra não cair de novo,

Pra não  me escorrer durante a chuva,

Pra não passar mais na sua rua...

 

Fugi enfim dessa vida de merda, essa

Que ainda tenta me passar a

Perna, que me atenta e não consegue

Me botar a culpa, nem ao menos

Me convence de voltar pra casa...

 

Você pra mim até parece uma ameaça,

Mas isso tudo logo passa, por mim, pelo

Viaduto e, acaba voltando pro seu

Próprio bem, ao seu  pequeno reduto.

 

Acabou de passar por aqui, o inevitável,

Um passeio desencontrado, e como sempre,

Comecei olhar pra outro lado.

 

Queria eu cair de boca, com essa minha

Vida dispersa e meio rouca.

 

Mais um dia se passa e como sempre,

Eu caindo nas calçadas, Vendo os

Carros e a vida a passar por mim,

Sem a mínima graça...

 

Lembrei apenas daquele olhar

Que só me escracha, que

Assim continua... Me tirando

Aquele  afago, com toda essa calma...


Que também se acaba

 

Agora durmo pra não sonhar com

Aquilo que se passa, horas e horas

Vão se percorrendo.

Continuo eu, caminhando, tentando

Abrir a porta de fora do meu mundo...

 

Quem sabe assim dessa maneira,

Eu acabe conseguindo algum refúgio...

Eu sei que é assim,

Nada que seja assim, eu sei... Que um arranhão e,

Outros passarão por mim, como num piscar

De olhos vazios, abruptos, e sedentos por carinho e,

eu sempre sozinho, sempre aqui para que...


Me abandonem de novo, me encham de lágrimas,

Esvaziem meu corpo, meu sofrimento, minha angústia...

Não tentem amparar a minha dor, ainda sofro, ainda tenho muita,

E tanta dor que nem mesmo sinto, nem mesmo me preocupo,

Nem ao mesmo penso nisso, preciso descansar, ouvir aquela música.

 

Penso eu que, isso é passageiro, derradeiro...

Um sopro que se perde no caminho

Em meio a chuva que escorre a caminho do esgoto,

Sujo como o sangue limpo dos inocentes

Na mão de porcos insanos, sem escrúpulo nem culpa,

Sem carinho, sem nada, nada que valha a pena...

Nada, apenas mais nada...

 


 

HOJE IMPERDÍVEL

 

Isso foi o melhor balcão de bar que eu conheci, no meio da rua, desleixado como o amanhecer das calçadas de frente aos bares que eu dormia na adolescência de Londrina. Muito a vontade e, vendo o melhor ângulo da cena da noite que aconteceu naquele bar. Numa noite dessas é difícil não reparar nos detalhes da diversão estampada no sorriso dos amigos.  Um copo, um cigarro, muito tempo tirando sarro... Ah, bons tempos aqueles, aqueles os quais eu não tinha medo de acordar com o sol na cara e babando com a boca esfregada no meio fio, sem hora pra chegar ou pra sair, nem ao menos pra voltar. Pobre daquela senhora que me esperava da janela sem saber se eu voltaria aquele dia e, se eu voltasse, será que estaria por inteiro? Os vizinhos entortando o pescoço ao redor do quintal enquanto ela me dizia:

- Vá pro banheiro, eu vou te preparar um café... Você precisa dormir rapaz.

  Me lembro também daquelas garotas que freqüentavam o Bar Brasil, que faziam parte de um grupo de jovens de uma igreja católica, que eu nem mesmo lembro o nome. Acabei entrando no grupo de jovens apenas com um único propósito, pegar essas garotas que me tiravam o sono e, que me deixavam ávido e libidinoso... Hoje vejo as coisas com uma certa preocupação que naquela época não pensava nem um pouco que pudesse um dia existir na minha cabeça. Uma filha que não vejo há muito tempo, uma mãe que até hoje me espera preocupada na janela, amigos me tirando do redor das confusões, um amor que parece não se cansar das madrugadas, dos tapas, nem dessas lágrimas perdidas por nada. É sempre bom estar  assim, pronto para aquilo que não estamos esperando. Gosto e muito do riso bêbado dos amigos no estancar da noite arrebentando o dia até que não consigam ficar mais de pé, e mesmo assim não conseguem ir embora por apenas não quererem abandonar o barco naufrago dessa vida carcomida, roubada e insolúvel que vivemos...

  Talvez isso seja a grande razão de nos encontrarmos dia após dia, com tanta sede, no mesmo bar, como de costume! Um brinde!!!

 

A noite  sempre

Me quebrou vários

Copos na cara e,

Mesmo assim,

Acabou me acordando

Com seus cacos.

 

Você se estancou

Dentro de mim,

Minha querida...


Tetei acordar você

Pro dia seguinte

Meu bem.

Não foi minha culpa...


Estava eu com muito sono!


Queria estar relaxado,

Não consegui ficar livre

Como aquele beijo roubado...

 

Meu bem...

Eu...

Você e eu

Na tua cama,

Com as cortinas

Sempre fechadas.

 

Digo assim

Com as portas abertas, pra nós.


Vem cá garota,

Vem cá, minha garota...


Sempre a me esperar

Com pouca roupa,

Vem cá grande garota,

Eu mesmo posso

Despir o seu olhar

 

Vem cá, meu bem,

Vem cá minha garota,

 

Vem cá!                                           

Hoje!!!

Imperdível!


 Sabe, a gente, digo, eu as vezes me engano. Quase sempre a gente espera que as coisas podessem apenas acontecer, talvez de outra maneira. Uma situação mais amena, sem muitos detalhes. Na verdade eu nunca tive muito jeito com as coisas mesmo, tentei não esperar mais do isso, mas tem uma coisa que até hoje não me alcança, algo que mesmo sem conhecer realmente, acabou me dando de certo modo uma angústia, algumas dores sem pancadas, apenas dores de nem ao menos conseguir chorar. Tá sendo bem foda pra mim enfrentar isso. Passar por coisas pesadas já estou bem acostumado, mas é que... Eu to num período muito ingremi de desaprovação porra! As vezes a gente só ta afim de atravessar a rua pra pegar uma cerveja e um cigarro... O que eu to tentando dizer é que eu sofro facilmente pelo o que eu vejo nas ruas e na vida que eu to levando. Talvez eu esteja sendo um pouco piegas, mas é que eu não esperava chegar ao ponto de não conseguir deixar de sentir, só isso. Eu tento dormir, mas mesmo espantando os fantamas que me acompanham, tenho uma insônia desenfreada. Queria eu que fosse o efeito das substâncias que eu consumo dia a dia, mas essa situação tá muita além do que isso... Espero acordar e poder rir com meus amigos nos próximos dias!

 


Desde que a lua foi embora,

Fiquei aqui,

Acompanhado do vazio aspero e,

Contagioso...

 

Não lembro mais a forma do seu rosto...

 

Talvez ele tenha se dissolvido, no tempo,

No vento, na curva dobrada e abandonada

Por aquele dia de chuva que eu andava

Como um rato se esgueirando sob o lixo e...

 

Eu sempre a procurar, quem sabe algum vestígio,

Um lugar mesmo que sombrio, assim mesmo procurando...

Apenas alguma maneira de apagar o retrato

Da lembrança, que de fato, não se vai,

Mesmo me mandando embora...

 

Essa voz dissipada, retalhada de fome,

Com sono, com...

 

Com tudo, calado e esmigalhado

Pela falta de uma cena que ao menos seja,

Completa e livre dessa mágoa...

 


 


Foto de Denise Molinaro

Um dia,

Tantos bares a passar

Por mim, poucas doses desse

Seu olhar... Sede, muita sede ao

Cair dos olhos derrubados em gotas,


Mutuo ainda a névoa que me acompanha

Ao escorregar naquela curva de balcão,

Ainda ontem, deixei um gole passear pelo tapete...

 

Em meio ao acaso, sem descaso por você,

Eu me servi de mais um trago...


Caminho sempre e, ainda sozinho,

Caminho sempre cambaleante sem olhar para o que se foi...

Para o que se esvai e,

Caminho sem qualquer rumo.

Não procuro,

Apenas peço carona.

Pra onde nem sei, sei lá, me deixe alí...

 

Respirar, faz tempo que meu peito me aperta,

Ainda ontem fiquei alerta,

Procurando de onde vinha aquela fumaça,

De onde veio todo aquele receio...


Faz tempo que me falta tempo,

Pra olhar pela janela...

Já faz tanto tempo que não abro a porta,

Faz tempo... Que faltou tempo

...

 




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